Exercícios de Dissertação

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Adailton Júnior Adailton Júnior
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Questões:

Texto para as questões 01 a 05

O pensamento ecológico: da Ecologia Natural ao Ecologismo

Para entender o desenvolvimento do pensamento ecológico e a maneira como ele chegou ao seu atual nível de abrangência, é necessário partir da constatação de que o campo da Ecologia não é um bloco homogêneo e compacto de pensamento. Não é homogêneo porque nele vamos encontrar os mais variados pontos de vista e posições políticas, e não é compacto porque em seu interior existem diferentes áreas de pensamento, dotadas de certa autonomia e voltadas para objetos e preocupações específicas. Podemos dizer que, a grosso modo, existem no atual quadro do pensamento ecológico pelo menos quatro grandes áreas, que poderíamos denominar Ecologia Natural, Ecologia Social, Conservacionismo e Ecologismo. As duas primeiras de caráter mais teórico-científico e as duas últimas voltadas para objetivos mais práticos de atuação social. Essas áreas, cuja existência distinta nem sempre é percebida com suficiente clareza, foram surgindo de maneira informal na medida em que a reflexão ecológica se desenvolvia historicamente, expandindo seu campo de alcance.

A Ecologia Natural, que foi a primeira a surgir, é a área do pensamento ecológico que se dedica a estudar o funcionamento dos sistemas naturais (florestas, oceanos etc.), procurando entender as leis que regem a dinâmica de vida da natureza. Para estudar essa dinâmica de vida da natureza, a Ecologia Natural, apesar de estar ligada principalmente ao campo da Biologia, se vale de elementos de várias ciências como a Química, a Física, a Geologia etc. A Ecologia Social, por outro lado, nasceu a partir do momento em que a reflexão ecológica deixou de se ocupar do estudo do mundo natural para abarcar também os múltiplos aspectos da relação entre os homens e o meio ambiente, especialmente a forma pela qual a ação humana costuma incidir destrutivamente sobre a natureza. Essa área do pensamento ecológico, portanto, se aproxima mais intimamente do campo das ciências sociais e humanas.

A terceira grande área do pensamento ecológico - o Conservacionismo - nasceu justamente da percepção da destrutividade ambiental da ação humana. Ela é de natureza mais prática e engloba o conjunto das idéias e estratégias da ação voltadas para a luta a favor da conservação da natureza e da preservação dos recursos naturais. Esse tipo de preocupação deu origem aos inúmeros grupos e entidades que formam o amplo movimento existente hoje em dia em defesa do ambiente natural. Por fim, temos o fenômeno ainda recente, mas cada vez mais importante, do surgimento de uma nova era do pensamento ecológico, denominada

Ecologismo, que vem se constituindo como um projeto político de transformação social, calcado em princípios ecológicos e no ideal de uma sociedade não opressiva e comunitária.
A idéia central do Ecologismo é de que a resolução da atual crise ecológica não poderá ser concretizada apenas com medidas parciais de conservação ambiental, mas sim através de uma ampla mudança na economia, na cultura e na própria maneira de os homens se relacionarem entre si e com a natureza. Essas idéias têm sido defendidas em alguns países pelos chamados "Partidos Verdes", cujo crescimento eleitoral, especialmente na Alemanha e na França, tem sido notável.

Pelo que foi dito acima, podemos perceber que dificilmente uma outra palavra terá uma expansão tão grande no seu uso social quanto a palavra Ecologia. Em pouco mais de um século, ela saiu do campo restrito da Biologia, penetrou no espaço das ciências sociais, passou a denominar um amplo movimento social organizado em torno da questão da proteção ambiental e chegou, por fim, a ser usada para designar toda uma nova corrente política. A rapidez dessa evolução gerou uma razoável confusão aos olhos do grande público, que vê discursos de natureza bastante diversa serem formulados em nome da mesma palavra Ecologia. Que relação pode haver, por exemplo, entre um deputado "verde" na Alemanha, propondo coisas como a liberação sexual e a democratização dos meios de comunicação, e um conservador biólogo americano que se dedica a escrever um trabalho sobre o papel das bactérias na fixação do nitrogênio? Tanto um como o outro, entretanto, se dizem inseridos no campo da Ecologia. A chave para não nos confundirmos diante desse fato está justamente na percepção do amplo universo em que se movimenta o uso da palavra Ecologia.

(LAGO, Antonio & PÁDUA, José Augusto, O que é Ecologia, 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989)

01. Com relação à construção do texto, é correto afirmar que:

a) o primeiro parágrafo introduz o assunto, apresentando-o em linhas gerais;
b) o segundo parágrafo retoma, cronologicamente, cada um dos temas apenas mencionados no
primeiro parágrafo;
c) o fato de as áreas da preocupação ecológica aparecerem citadas no primeiro parágrafo serve como
argumento para afirmação de que o campo da Ecologia é um bloco homogêneo e compacto;
d) ele não está construído logicamente, não sendo possível o leitor reconstruir esquematicamente o
caminho seguido pelos autores;
e) n.d.a.


02. Dentre as afirmativas a seguir, que versam sobre o uso de alguns elementos coesivos do primeiro
parágrafo do texto, é incorreto afirmar que:

a) "ele" e "seu" (linhas 2 e 3) remetem a "pensamento ecológico";
b) "nele" (linha 4) e "seu" (linha 5) se relacionam a "campo da Ecologia" e "bloco homogêneo",
respectivamente;
c) "As duas primeiras" (linha 9) se relaciona a "Ecologia Natural" e "Ecologia Social";
d) "as duas últimas" (linha 9) faz remissividade a "Conservadorismo" e "Ecologismo";
e) "Essas áreas" (linha 10) remete a "Ecologia Natural", "Ecologia Social", "Conservadorismo" e
"Ecologismo".


03. Com relação aos elementos intratextuais abaixo destacados, é correto afirmar que:

a) "Essas idéias (linha 35) faz remissividade a todo o exposto no período imediatamente anterior;
b) "acima" (linha 38) remete a todo o exposto anteriormente no texto, ou seja, a todo o exposto nos
dois primeiros parágrafos;
c) "Tanto um como o outro" (linha 48) deve ser preenchido com os termos "deputado verde" e
"conservador verde";
d) "Ela" (linha 24) é um pronome pessoal do caso reto que deve ser lido como "Conservadorismo";
e) Todas as alternativas estão corretas.


04. Com relação aos conectivos conjuntivos abaixo destacados, é incorreto afirmar que:

a) o "porque" (linha 4) introduz uma oração que estabelece uma relação de causa com a oração "Não
é homogêneo";
b) o "Para" (linha 1) inicia uma oração que estabelece uma relação de finalidade com aquela a que se
subordina;
c) o "portanto" (linha 22) faz a oração em que está constituir-se uma conclusão ao exposto no período
anterior;
d) o "apesar de" (linha 16) introduz uma oração que estabelece uma relação de concessão com a
principal do período em que está;
e) o "mas" (linha 33) está interposto entre orações de sentidos contraditórios, introduzindo, portanto,
uma oração adversativa.


05. Certos elementos lingüísticos contribuem para deixar pressupostos certas informações. Assim sendo, é correto afirmar que:

a) "nem sempre" (linha 10-11) permite deduzir que, embora muitos não percebam os limites entre as
áreas do pensamento ecológico, há quem as conheça e perceba;

b) "apenas" (linha 34) deixa entrever que, para a atual crise ecológica possa ser resolvida, deverão ser
tomadas medidas outras, que não só as de conservação ambiental;

c) "especialmente" (linha 36) deixa pressupor que o crescimento eleitoral dos Partidos "Verdes" tem
ocorrido em outros países, além de na França e Alemanha;

d) "principalmente" (linha 16) permite concluir que a Ecologia Natural tem uma ligação íntima com a
Biologia e com outras ciências;

e) todas são corretas.


06. (FUVEST)

"Além de parecer não ter rotação, a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. Para entender esses argumentos, é necessário lembrar que, na Antigüidade, imagina-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica, cujo raio não parece ser muito superior à distância da Terra aos planetas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Neste caso, o céu visível à noite deve abranger, de cada vez, exatamente a metade da esfera das estrelas. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite, de horizonte a horizonte, é possível contemplar, a cada instante, a metade do zodíaco. Se, no entanto, a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar, então o campo de visão à
noite não seria, em geral, a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade, outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco, de horizonte a horizonte. Portanto, a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. E se ela está sempre nesse centro, ela não se move em relação às estrelas."

(Roberto de A. Martins, Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico)

Os termos além de, no entanto, então, portanto estabelecem no texto relações, respectivamente de:

a) distanciamento - objeção - tempo - efeito
b) adição - objeção - tempo - conclusão
c) distanciamento - conseqüência - conclusão - efeito
d) distanciamento - oposição - tempo - conseqüência
e) adição - oposição - conseqüência - conclusão


07.
"As palavras, paralelamente, iam ficando sem vida.
Já a oração era morna, depois fria, depois inconsciente..."
(Machado de Assis, Entre santos)

"Nas feiras, praças e esquinas do Nordeste, costuma-se ferir a madeira com o que houver à mão: gilete, canivete ou prego. Já nos ateliês sediados entre Salvador e o Chui, artistas cultivados preferem a sutileza da goiva ou do buril." (Veja, 17/08/94, p. 122)

"Ele só se movimenta correndo e perdeu o direito de brincar sozinho na rua onde mora - por diversas vezes já atravessou-a com sinal fechado para pedestres, desviando-se de motoristas apavorados." (Veja, 24/08/94, p. 60)

Nos textos acima, o termo já exprime, respectivamente, a idéia de:

a) tempo, causalidade, intensificação
b) oposição, espaço, tempo
c) tempo, oposição, intensificação
d) intensificação, oposição, tempo
e) tempo, espaço, tempo


08. (MACKENZIE)

"É comum, no Brasil, a prática de tortura contra presos. A tortura é imoral e constitui crime.
Embora não exista ainda na leis penais a definição do 'crime de tortura', torturar um preso ou detido é abuso de autoridade somado à agressão e lesões corporais, podendo qualificar-se como homicídio, quando a vítima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande freqüência, policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigação séria, usam a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Além de ser um procedimento covarde, que ofende a dignidade humana, essa prática é legalmente condenada. A confissão obtida mediante tortura não tem valor legal e o torturador comete crime, ficando sujeito a severas punições."
(Dalmo de Abreu Dallan)

Pode-se afirmar que esse trecho é uma dissertação:

a) que apresenta, em todos os períodos, personagens individualizadas, movimentando-se num espaço e num tempo terríveis, denunciados pelo narrador, bem como a predominância de orações
subordinadas, que expressam seqüência dos acontecimentos;

b) que apresenta, em todos os períodos, substantivos abstratos, que representam as idéias discutidas, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o encadeamento lógico da denúncia;

c) que apresenta uma organização temporal em função do pretérito, jogando os acontecimentos
denunciados para longe do momento em que fala, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o prolongamento da idéias repudiadas;

d) que consegue fazer uma denúncia contundente, usando, entre outros recursos, a ênfase, por meio da repetição de um substantivo abstrato em todos os períodos, bem como a predominância de orações coordenadas sindéticas, que expressam o prolongamento das idéias repudiadas;

e) que consegue construir um protesto persuasivo com uma linguagem conotativa, construída sobre
metáforas e metonímias esparsas, bem como com a predominância de orações subordinadas, próprias de uma linguagem formal, natural para esse contexto.


09. (MACKENZIE)
"Acho que não pode haver discriminação racial e religiosa de espécie alguma. O direito de um termina quando começa o do outro. Em todas as raças, todas as categorias, existe sempre gente boa e gente má. No caso particular dessa música, não posso julgar, porque nem conheço o Tiririca. Como posso saber se o que passou na cabeça dele era mesmo ofender os negros? Eu, Carmen Mayrink Veiga, não tenho idéia. Mas o que posso dizer é que se os negros acharam que a música é uma ofensa, eles devem estar com toda razão." (Revista Veja)

a) A argumentação, desenvolvida por meio de clichês, subtende um distanciamento entre o eu /
enunciador e o ele / negros.

b) A argumentação revela um senso crítico e reflexivo, uma mente que sofre com os preconceitos e,
principalmente, com a própria impotência diante deles.

c) A argumentação, partindo de visões inusitadas, mas abalizadas na realidade cotidiana, aponta para a total solidariedade com os negros e oprimidos.

d) O discurso, altamente assumido pelo enunciador, a ponto de autocitar-se sem pejo, ataca
rebeldemente a hipocrisia social, que mascara os preconceitos.

e) Impossível conceber, como desse mesmo enunciador, essa frase: "Sempre trabalhei como uma
negra", publicada semanas antes na mesma revista.

Resolução:
01. B 02. B 03. E 04. E
05. E 06. E 07. C 08. B
09. A

As questões de 124 a 126 referem-se ao texto abaixo:

Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pela posse e pelo uso da linguagem, falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido, é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos, e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo e repentino vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres e aplicações desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, na mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. E é este, e não outro, antes de tudo, o essencial proveito de tal ensino.

Observe-se ainda, por outro lado, que é quase exclusivamente pela linguagem que nos comunicamos uns com os outros na vida social. Pode-se dizer que as sociedades humanas, em confronto com os aspectos rudimentares das colônias dos animais gregários, é na sua tremenda complexidade, uma conseqüência da posse da linguagem.

(J. Mattoso Câmara Jr. Manual de Expressão Oral e Escrita)

124 - Assinale a informação que não está contida no texto:

a) O aprimoramento da capacidade de pensar é que constitui o principal benefício do ensino da linguagem.;

b) Da posse da linguagem resulta o próprio existir da sociedade humana;

c) Ao ampliar-se o domínio da linguagem, aperfeiçoa-se ao mesmo tempo, o poder do raciocínio.

d) A l posse da linguagem é conseqüência da faculdade humana de pensar;

e) há entre as funções da linguagem uma relação natural de precedência e dominância.

125 - Assim a alternativa que representa uma generalização das idéias de todo o conteúdo do texto

a) A linguagem funciona como instrumento de pensar e de comunicar;

b) A linguagem é instrumento de manifestação ordenada do pensamento;

c) A linguagem é o principal veículo de comunicação social;

d) A linguagem é instrumento indispensável à nossa atividade mental;

e) A linguagem caracteriza a existência do homem em sociedade.

126 - Antes de cada proposição, coloque os números abaixo e assinale a ordem em que devem aparecer;

( ) Sob forma de monólogo ou diálogo, a expressão das nossas idéias é sempre difusa e fragmentada.

( ) A linguagem é meio de comunicar idéias, sentimentos e desejos;

( ) ao adquirir a linguagem, a criança passa a ter nova capacidade de entendimento.

(1) para a proposição que confirma informação contida no texto

(2) para a proposição que amplia informação contida no texto

(3) para a proposição que contraria informação contida no texto.

a) 2,1,3

b) 1,3,2

c) 2,3,2

d) 3,1,2

e) 3,2,1

As questões de 127 a 134 são a respeito do texto abaixo;

Cada um de nós vive e trabalha numa pequena parte da superfície da Terra, move-se num círculo restrito e, das coisas que conhece, conhece intimamente apenas umas poucas. De qualquer acontecimento público que exerça amplos efeitos, na melhor das hipótese, só vemos uma fase e um aspecto. Isto tanto é verdadeiro no caso dos eminentes paredros que redigem tratados que fazem leis e expendem ordens, quando no daqueles para os quais se redigem os tratados, se promulgam as leis e se emitem as ordens.

Nossas opiniões abraçam, inevitavelmente, um espaço maior, um lapso de tempo mais longo e número maior de coisas do que as que podemos observar diretamente. É preciso, portanto, que se formem do que os outros relataram e do que somos capazes de imaginar.

Entretanto, nem mesmo a testemunha ocular traça um quadro ingênuo da cena. Pois a experiência parece mostrar que ela própria traz à cena alguma coisa, que dela retira mais tarde; e, o mais das vezes, o que supõe ser o relato de um acontecimento é, na realidade, uma transfiguração dele.

Poucos fatos de que temos consciência parecem ser apenas oferecidos. A maioria se afigura, em parte, construída. Um relato é produto conjunto do conhecedor e do conhecido no qual o papel do observador é sempre seletivo e geralmente criativo. Os fatos que vemos dependem da posição em que estamos colocados e dos hábitos de nossos olhos...........................................................................

Na maior parte das vezes, não vemos primeiro para depois definir, mas primeiro definimos e depois vemos. Na grande confusão florida e zunzunante do mundo exterior colhemos o que nossa cultura já definiu para nós, e tendemos a perceber o que colhemos na forma estereotipada, para nós pela cultura. (Walter Lippmann)

127 - (G.V.) Em: "... eminentes paredros que redigem tratados...", a palavra destacada significa:

a) protetor.

b)intelectual

c)dirigente

d)postulante

e)representante

128 - (G.V.) Em: "... se promulgam as leis", a palavra sublinhada significa:

a) enviam

b) explicitam

c) publicam

d) impõem

e) explicam

129 - (G.V.) Em: "... poucos fatos de que temos consciência parecem ser apenas oferecidos. "a palavra sublinhada significa:

a) prometido para presente

b) dados por empréstimo

c) consagrados como dádiva

d) proposto para seleção

e) expostos como o tal

130 - (G.V.) Entre o primeiro e o segundo parágrafo, estabelece-se uma relação de:

a) exemplificação

b) cocessão

c) oposição

d) restrição

e) objeção

131 - (G.V.) No primeiro parágrafo do texto, o autor estabelece entre os conhecimentos e as opiniões que cada um de nós tem, a seguinte relação:

a) nossos conhecimento são restritos e, em conseqüência, podem nos levar a restringir a amplitude de nossas opiniões;

b) nossas opiniões, embora abarcantes, são restritas e, em conseqüência, podem contribuir para a limitação da amplitude de nossos conhecimentos;

c) nossas opiniões são abarcantes e, em conseqüência podem nos levar a ultrapassar a limitação dos nossos conhecimentos.

d) nossos conhecimentos são ilimitados e, em conseqüência podem promover a ampliação ainda maior das nossas opiniões;

e) os relatos dos outros e a nossa imaginação ao ampliarem nossos conhecimentos, podem, em conseqüência tornar menos abrangentes nossas opiniões.

132 - (G.V.) No segundo parágrafo do texto, afirma-se a respeito dos fatos que conhecemos, o seguinte:

a) os fatos são ingênuos e as testemunhas oculares nunca;

b) os fatos não são oferecidos ingenuamente nem sequer pelas testemunhas oculares.

c) os fatos são transfigurados pela ingenuidade das testemunhas oculares.

d) os fatos são oferecidos ingenuamente pelo gesto transfigurado das testemunhas oculares.

e) os fatos são oferecidos pela consciência ingênua das testemunhas oculares.

133 - (G.V.) Em: "Na maior parte das vezes... e depois vemos", há relação de oposição entre:

a) ver com a finalidade de definir e definir e em sequida ver;

b) ver e em seguida definir e definir com a finalidade de ver.

c) ver depois definir e definir e por causa disto ver.

d) definir e talvez ver e ver e com certeza definir.

e) definir e logicamente ver e ver e por causa definir.

134 - (G.V.) No terceiro parágrafo, fica claro que colhemos na grande confusão do mundo exterior , só:

a) a forma estereotipada da nossa cultura;

b) o que nossa cultura nos permite perceber de sua forma estereotipada;

c) o que nossa cultura estereotipada nos permite ver formalmente;

d) o que na forma estereotipada pela nossa cultura se revela como definido para nós;

e) o que é definido pela cultura estereotipada de nossa visão.

As questões 135 a 138 são a respeito do texto abaixo:

Há três características mais evidentes que chamam a atenção do examinador de redações no vestibular: o desfile de absurdos (lógicos e gramaticais), a desestruturação do pensamento e da frase, e o espírito conservador que marca a maioria dos textos. Via de regra a redação que se pede é uma dissertação. Sua reinclusão entre as provas, há três anos atrás, se deveu à preocupação de que "a cultura das cruzinhas" dos "testes objetivos" estaria deformando a mente da juventude, impedindo-a de refletir, de pensar. O que se nota, através das redações é que refletir, pensar, criticar não são atividades cuja falta se soluciona meramente através da substituição de técnicas. O teste objetivo é uma técnica de ensino, aprendizagem, sua utilização pode ser boa, ou ruim, ter problemas e vantagens, de acordo com as circunstâncias.

O desfile de absurdos - que vai desde erros grosseiros de ortografia até construções do tipo "há diferenças entre o Norte e o Sul do país, o Norte já se encaminha para o Sul."

- serve freqüentemente a comentário o tipo "esses jovens não sabem escrever", "está tudo perdido", ou um direto e preconceituoso "é tudo burro". Os absurdos apontam, de fato, para deficiência de ensino que provavelmente sempre houve no país. A novidade está em que, graças à abertura relativa de mais vagas nas universidades, essas deficiências passaram a aparecer no vestibular, tornaram-se assunto nacional. Antes, quando uma camada ainda mais fina do público estudantil chegava às portas da univercidade, essas deficiências se diluíam nos escritórios, nos cursos técnicos, nos passados "artigo 91 "e "artigo 99" antecessores dos modernos exames supletivos.

A desestruturação do pensamento e da frase aparece de múltiplas formas nas redações; mas sempre com uma característica comum: embora sejam textos fortemente taxativos, categóricos, eles na verdade não conseguem concluir logicamente quase nada. Ora as redações são meras colagens de frases e mais frases, sem qualquer processo de hierarquização do pensamento; ora ficam repetindo as mesmas coisas, do princípio ao fim, com palavras novas; ora não têm seguimento, o raciocínio parece começar a cada parágrafo; ora apresentam-se como repetições exaustivas de um mesmo tipo de construção sintática. Há fatores circunstanciais que ajudam essa verdadeira "pane de raciocínio": a pressão psicológica é tremenda, o estudante corre contra o relógio, o espaço é pouco (20 a 30 linhas) e há muita vontade de "impressionar o examinador", jogando tudo que se sabe neste pouco espaço. Mas a causa desse procedimento navega em águas mais profundas. Na verdade o que se nota é a presença - tão maciça quando o "estilo desestruturado"- das expressões e dos sentimentos convencionais, das frases feitas. Usando a expressão de um pesquisador sobre as redações, isso "significa uma ausência quase completa da reflexão pessoal". A redação não é uma "experiência de pensamento"; mas sim uma tarefa para se livrar do modo mais rápido e seguro possível. Na verdade, por esse mecanismo, deve-se ficar o máximo possível dentro do convencional, do terreno seguro, deve-se evitar ao máximo as aventuras. Ora, onde não há reflexão pessoal, não há hierarquização do pensamento nem da expressão. A frase feita, do tipo "só o amor constrói", "desde os tempos remotos o homem tem necessidade de comunicar-se", "somos um país em via de desenvolvimento" prescinde de elos lógico. Ela é "verdadeira" por si mesma, é dogma de linguagem e não prova de alguma coisa. O processo - num verdadeiro "passe" psicológico - toma conta da cabeça do vestibulando: ela martela pensamentos prontos na sua redação. Este é o problema central e não, como muitos afirmam, o fato de que os jovens só sabem se comunicar através de gíria, de expressões desestruturadas como "bicho", "joia", etc.

Artigo publicado no semanário Em Tempo

Flávio Aguiar (Prof. Da USP) e corretor de redações dos vestibulares em 1978 para a Fundação Carlos Chagas

135 - O autor afirma que:

a) O teste objetivo é um método de ensino/aprendizagem

b) A redação é uma substituição do método de ensino/aprendizagem

c) se o teste objetivo e a redação são técnicas de ensino/aprendizagem, a mera substituição de uma pela outra não resolverá a dificuldade que se encontrar, hoje, em pensar, refletir, criticar.

d) Todas as alternativas estão corretas

e) São corretas apenas as alternativas a e b.

136 - Segundo o autor, qual a importância de refletir e pensar?

137 - O que se observa freqüêntimente nas redações é a desestruturação do pensamento e da frase. Quais são as formas, de acordo com o texto, que ela pode assumir?

138 - O autor mostra que fatores circunstanciais contribuem para uma "pane" de raciocínio, mas indica também a causa profunda desse procedimento. Aponte esses fatores e causas

Instruções para as questões 139 e 140:

Essas questões referem-se a compreensão de leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de acordo com o texto. Baseie-se exclusivamente nas informações nele contidas.

139 - (UBERABA) Enquanto cresce a sabedoria da humanidade no seu conjunto, decresce a sabedoria relativa do homem isolado. Simplesmente porque existem quantidades cada vez maiores de conhecimentos que ficam fora do alcance de cada homem em particular.

Conclui-se do texto que:

a) A sabedoria que a humanidade tem como acervo é proporcional à capacidade de retenção de conhecimento de cada indivíduo que a compõe.

b) A sabedoria individual é um apêndice indispensável ao conhecimento da humanidade como um todo

c) À medida que aumenta o saber da humanidade, diminui, proporcionalmente, a parcela de conhecimento que um indivíduo pode reter

d) Nem todos os homens têm inteligência suficiente para reter a grade quantidade de conhecimento que constitui o acervo da humanidade;

e) há uma grande quantidade de conhecimentos a que a maioria dos homens não dá valor porque não é capaz de entendê-los.

140 - (UBERABA) Como processo criativo, a bossa nova morreu há dez anos, mas muitas de suas conquistas continuarão a inseminar a música popular, mesmo que seus incorrigíveis inimigos ainda insistam em reduzi-la ao "violãozinho plec-plec".

Conclui-se do texto que:

a) A bossa nova foi certamente um movimento renovador, mas teve o defeito de empobrecer a técnica do violão;

b) O violão, introduzido sob nova forma pela bossa nova, permanece como uma constante na nossa música popular.

c) Para fundamentar suas críticas à bossa nova, os que não a apreciam preferem defini-la pejorativamente como técnica violonística pobre;

d) Alguns, não sabendo como definir a bossa nova, procuram ressaltar sua característica mais marcante: a inegável riqueza na técnica do violão;

e) Tendo morrido há dez anos, a bossa nova reduz-se, atualmente, a uma técnica de violão

Instruções: O texto abaixo refere-se às questões de 141 a 145:

A televisão procura atender ao gosto da população a que se dirige. Assim, acomoda essa grande massa de consumidores a antigos hábitos e tradições, em vez de propor, aos que assistem a ela, inquietações novas e uma visão mais crítica do mundo em que vivem.

141 - (UBERABA) Segundo o texto:

a) Porque se dirige a um público desinteressado, a televisão não se preocupa com a qualidade de seus programas.

b) A televisão, não se preocupa em elevar o nível de seus programas, já que o público que a ela assiste não se interessa por problemas sérios

c) embora resulte do gosto de um público inquieto com seus valores, a televisão nega-se a mudar o aspecto formal dos programas;

d) O interesse de baixo nível cultural merece uma televisão que não questiona em profundidade os problemas do mundo.

e) O interesse do público determina os conteúdos veiculados pela televisão que, assim, se furta a propostas culturais novas.

142 - (UBERABA) Cunclui-se do mesmo texto que:

a) A tendência dos espectadores é interessarem-se por programas de televisão que vêm ao encontro de seus hábitos e tradições

b) Assistir à televisão implica a aceitação de hábitos e tradições que favorecem o surgimento de idéias que mudam a face do mundo.

c) A televisão obriga o espectador a contentar-se com um mundo que traz infelicidade e insatisfação

d) As tradições e os antigos hábitos mantêm-se à custa de espectadores que vivem em função de assistir à televisão.

e) A televisão destrói o ânimo que o espectador possa eventualmente manter com relação a sua própria vida.

Leia o texto abaixo e responda às questões que se seguem:

"É que não se usa galocha há mais de vinte anos", advertia-me uma irônica voz interior. Desconsolado, parei e olhei em volta. Naquela festa de sol, em plena Esplanada do Castelo, quem é que iria estar de galocha, além de mim? Vi passar a meu lado os sapatos brancos de um homem pernosticamente vestido de branco. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, pensei. Saíra depois da chuva, certamente. Veio-me a desagradável impressão de que todo mundo reparava nas minhas galochas.

No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvi me ver livre das galochas. Depois de acomodar-me, descalcei-as, procurando não chamar atenção dos outros fregueses, e deixei-as debaixo da mesa.

Ao sair, porém, o garçom, solicitou me advertiu em voz alta, lá do fundo:

- O senhor está esquecendo as galochas!

Humilhado, voltei para apanhá-las, e sem ligar para mais nada, saí com elas na mão.

Agora estão lá, abandonadas numa das gavetas de minha mesa de trabalho, despojos de um mundo extinto. Um dia, ser-me-ão úteis, quando eu for, como diz o poeta, suficientemente velho para merecê-las. (Fernando Sabino - "Galochas")

143 - (G.V.) O caso das galochas torna-se injustificável:

a) pela advertência de "uma irônica voz interior";

b) porque todos reparavam nas galochas do narrador,

c) pela ação de "um sol radioso",

d) por haverem "despojos de um mundo extinto";

144 - (G.V.) Com sua solicitude, o garçom:

a) evitou que o narrador passasse por uma situação vexatória;

b) foi ao encontro da expectativa do narrador.

c) compensou as frustrações e a decepção do narrador;

d) paradoxalmente, criou uma situação embaraçosa para o narrador.

145 - (G.V.) O narrador sentiu-se humilhado, porque:

a) as galochas estavam debaixo da mesa;

b) o garçom censurou-o em voz alta;

c) todos perceberam que ele ainda usava galochas;

d) havia esquecido as galochas.

As questões de 146 a 150 são a respeito do texto:

"A quinhentos metros, os vossos belos olhos desaparecem, e essa claridade do vosso rosto; e a fascinação da vossa palavra. É uma pena, mas a quinhentos metros, tudo se torna muito reduzido; sois uma pequena figura sem pormenores; vossas amáveis singularidades fundem-se numa sombra neutra e vulgar.

Bem sei que tendes muitas inquietações: há um mês de maio na vossa memória, em um campo em flor, e um arroio que cantava numas pedrinhas... Mas para quem vos olha a uma distância de quinhentos metros, essas dimensões que levais convosco deixam de existir.

A quinhentos metros, na verdade, há muita ausência, vamos acabando muito depressa. Pensei que, geralmente, neste mundo, há sempre cerca de quinhentos metros de uma pessoa para outra! Somos só desaparecimentos.

E apenas quando conseguimos ficar, também a uns quinhentos metros de nós mesmos, encontramos algum sossego. Porque, então, é a vez dos nossos tormentos mudarem de proporções e aspectos. De serem vistos só de longe, sem pormenores, sem voz, nem ritimo: nem mês de maio, nem flores, nem arroio, Talvez a memória serenada. Talvez nem a memória

É assim a quinhentos metros! "

146 - (PUC) O texto fala de:

a) uma pessoa distante apenas.

b) distância entre pessoas

c) distância impossibilitando a visão física

d) distância simbolizando falta de reconhecimento

e) vária pessoas distantes.

147 - (PUC) "A quinhentos metros..."

a) não são percebidos os detalhes;

b) não são percebidos os traços físicos

c) nada mais se vê

d) vê-se tudo claramente

e) não são vistas as pessoas

148 - (PUC) "É uma pena, mas, a quinhentos metros, tudo se torna muito resumido."

A expressão indica que o importante está:

a) na forma física das pessoas;

b) na beleza e claridade dos rostos

c) nos tamanhos que os seres têm

d) na pessoa como um todo sem detalhes

e) na pessoa como um todo de detalhes

149 - (PUC) A alteração pronominal de vós para nós indica uma mudança:

a) da pessoa a quem se refere, apenas:

b) do enfoque de um problema;

c) do tom da narrativa

d) que mostra identificação de duas pessoas

e)que dá ênfase à idéia de distância

150 - (PUC) "Mas para quem vos olha a uma distância de quinhentos metros, essas dimensões que levais convosco deixam de existir." Vemos que se nos distanciamos das pessoas:

a) perdemos a noção de seu aspecto físico

b) não podemos nos comunicar com elas;

c) deixamos de vê-las e percebê-las exteriormente;

d) deixamos de vê-la e conhecê-las;

e) deixamos de percebê-las totalmente.

AVISO:A interpretação deve ser baseada unicamente nas informações fornecidas pelo texto

"O combate principiou a fascinar-se em conflitos perigosos e inúteis numa dissipação inglória do valor. Era inevitável. Canudos, entretecido de becos de menos de dois metros de largo, trançados, cruzando-se em todos os sentidos, tinha ilusória fragilidade nos muros de taipá, que o formavam. Era pior que uma cidadela inscrita em polígonos, ou blindada de casamatas espessas.

Largamente aberto aos agressores, que podia, que podiam, desrruí-lo a coices de arma, que podiam ater-lhe a pulso as paredes e tetos de barro, ou vará-lo por todos os lados, tinha inconsistência e a flexibilidade traiçoeira de uma rede desmesurada. Era fácil investi-lo, batê-lo, dominá-lo, varejá-lo, aluí-lo. Era dificílimo deixá-lo. Completando a tática perigosa do sertanejo, era temeroso, porque não resistia."

151 - (USP) No texto acima de Euclides da Cunha, podemos concluir:

a) Os becos que formavam Canudos eram cercados muros frágeis;

b) Entrecortavam-se os becos, formados de taipás;

c) Os muros de taipá eram frágeis porque eram entretecidos;

d) Canudos aparentava fragilidade nos muros de taipá

e) Era inútil prosseguir o com o bate porque não expressava o valor dos defensores

152 - (USP) Idem:

a) Canudos pior que uma cidedezinha

b) Apesar de cidadela, aparentava ser frágil

c) Canudos era mais segura que uma cidadela escrita em polígonos:

d) Era falta que o combate se subdividisse, dada a conformação de Canudos

e) Canudos foi construída para ser um entretecido de becos.

153 - (USP) Idem:

a) a construção de Canudos tinha a maleabilidade traiçoeira de uma rede de tamanho desmedido;

b) Canudos tinha uma camuflagem feita de redes.

c) Os agressores de Canudos davam coices para derrubar os adversários

d) Os coises das armas abatiam os animais que habitavam os becos de canudos.

154 - (USP) Idem:

a) As casamatas espessas foram abertas aos agressores pelos coices de armas,

b) Havia dificuldade em destruir os muros a socos

c) Havia dificuldade em safar-se da cidadela

d) Um labirinto permitia que os agressores se defendesse facilmente.

e) A inconsistência das armas provoca a fragilidade ilusória dos combates

155 - Idem:

a) A tática de não resistir provinha do temor dos sertanejos;

b) Aluir os muros era tática perigosa dos sertanejos

c) Aparentemente era fácil destruir o labirinto de muros de taipás

d) Os polígonos formados pelos muros eram dificuldades criadas pelos defensores, como tática para formação de becos;

e) O sertanejo temeroso criara uma tática completa e perigosa

156 - (SJRP-JUNDIAÍ) " Seja qual for o lugar em que se ache o poeta - ou apunhalado pelas dores, ou ao lado de sua bela.

- se ele é verdadeiro poeta, jamais deve esquecer-se de sua missão; e acha sempre o segredo de encantar os sentidos, vibrar as cordas do coração, e elevar o pensamento nas asas da harmonia."

Segundo o texto:

a) Independentemente das circunstâncias em que se encontre o poeta, sua obra deve tocar emocionalmente o leitor;

b) um poeta só é verdadeiro se chegar a experimentar as diferentes emoções e sensações sobre as quais versa sua poesia

c) O verdadeiro poeta não deve esquecer sua missão: produzir obra comprometida com a realidade histórica e social de seu tempo

d) O verdadeiro poeta deve disfarçar seu estado emocional, ocultando do leitor as agruras da vida.

e) a poesia deve revelar o encantamento e a magia, resolvendo assim as dificuldades da vida.

157 - (SJRP-JUNDIAÍ) "A crescente motorização do consumidor gerou nossos hábitos e novos problemas, ao mesmo tempo em que criou uma dificuldade quase insuperável para o estacionamento nas proximidades das lojas. E como a tendência do comércio varejista é evoluir simultaneamente à expansão automobilística, vê-se, desde já, que o que hoje é problema em relação ao automóvel, Pode-se entender como uma solução com o advento dos Shopping-centers."

Segundo o texto:

a) O comércio varejista não sabe como atrair, para seus produtos, , o consumidor, que prefere gastar as economias na indústria automobilística

b) A crescente expansão automobilística trouxe novos hábitos para o consumidor, afastando-o dos centros comerciais para as áreas de lazer.

c) Pelo fato de se situarem em locais muito afastados, a existência dos Shopping-centers só foi possível graças à expansão automobilística;

d) O comércio varejista encontra, a criação dos Shopping-centers, um meio de superar as dificuldades que enfrenta em face da expansão automobilística

e) A expansão automobilística é fator de entrave para o desenvolvimento do comércio varejista, criando dificuldades insuperáveis.

158 - (SJRP-JUNDIAÍ) "Há, em todas as épocas, o tipo ideal de homem daquela época, o homem medieval, renascentista, o barroco, o classiscista, o romântico, e esses homens seriam mudos, e, por conseguinte, esquecidos, se certos, entre eles, não tivessem o dom individual da expressão artística, realizando-se em obras que ficam."

Segundo o texto

a) não é senão através da arte que se conhece o passado da humanidade.

b) À arte não interessa o homem comum, mas sim o homem ideal de cada época

c)A arte mistifica o ser humano, mostrando-o de forma idealizada e, por isso irreal.

d) A arte possibilita às gerações futuras o conhecimento do homem de um determinado momento histórico.

e) O dom individual do artista permite que ele se isole dos outros homens de sua época.

159 - (SJRP-JUNDIAÍ) "As características de constituição social da antiga cidade romana levam-nos a admitir que as modalidade da língua falada eram ali bem mais pronunciadas do que as que se observam em qualquer comunidade lingüística moderna. Com efeito, as diferentes classes sociais se definiam de maneira mais acentuada do que nas noções atuais, onde o ideal democrático concorre para a interação dos indivíduos.

Segundo o texto:

a) A maior interação entre os povos das comunidades modernas faz que as nações atuais apresentem um padrão lingüístico comum,

b) Verifica-se, nas línguas modernas, um número tão grande de modalidades lingüísticas, quanto o que havia na língua falada pelos antigos romanos

c) Por ser menos complexa que a dos antigos romanos, a língua falada nas sociedades

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