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Hiperdia, tuberculose e hanseníase

Resumo sobre Programas de Atenção Básica: Tuberculose e Hanseníase e Hiperdia

É do conhecimento de todos a incidência acentuada, em toda a população brasileira, de casos de hipertensão e
diabetes. Por isso mesmo, desenvolve-se o Programa de Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus do
Ministério da Saúde, criado em 2001, por meio do Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes.

objetivo do programa:
estabelecer metas e diretrizes para ampliar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle da Hipertensão e do Diabetes, a partir da reorganização do trabalho de atenção à saúde nas unidades (cerca de 40
mil) da rede básica dos serviços de Saúde/Sistema Único de saúde (SUS).
Ações estão desenvolvidas no país: Uma delas é disponibilizar para estados e municípios um sistema informatizado que permite o cadastramento de hipertensos e diabéticos, o seu acompanhamento, a garantia do recebimento dos medicamentos prescritos e, ao mesmo tempo, em médio prazo, definir o perfil epidemiológico dessa população e o conseqüente desencadeamento de estratégias de saúde pública que levarão à modificação do quadro atual, à melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e a redução do custo social.

O HiperDia, então, é esse sistema de cadastramento e acompanhamento dos doentes hipertensos e diabéticos,
e que se revela como uma ferramenta útil para os profissionais da rede básica de saúde e para os gestores do SUS.
Para o sucesso do tratamento, orientar o paciente diabético ou hipertenso é fundamental e o profissional de
enfermagem tem papel decisivo na educação dos pacientes.
É importante ressaltar a necessidade de reuniões constantes com os clientes portadores de Hipertensão e Diabetes para conscientizá-los sobre a importância de seguir corretamente as orientações para obter melhor qualidade de vida.

HIPERTENSÃO ARTERIAL (HTA) OU
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)

É uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, medida com esfigmomanômetro ("aparelho de pressão"),
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) os valores admitidos são:120x80mmHg, em que a pressão arterial é considerada ótima e 130x85mmHg sendo considerada limítrofe. Valores pressóricos superiores a 140x90mmHg denotam Hipertensão.

Sinais e sintomas:
· Quando estes ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais
Complicações:
· no coração - o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a miocardiopatia e a insuficiência cardíaca.
· no cérebro - o Acidente vascular cerebral (AVC).
· nos rins - insuficiência renal.
· nos olhos - diminuição da visão e problemas na retina
causas
· a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse

DIABETES MELITUS

Classificação
· Tipo 1
· Tipo 2
· Gestacional
· Outros tipos - decorrentes de problemas genéticos associados com outras doenças ou uso de medicamentos
Não esquecer:
Diabetes Tipo 1 Juvenil Diabete Insulino-Dependente. Produção insuficiente de insulina pelo pâncreas. Maior incidência em crianças e adolescentes e adultos jovens. Inicio abrupto dos sintomas. Indivíduos Magros
Causas:
· Resposta auto-imune
· Idiopatica
· Infecção
· Estresse

Diabete Tipo 2

Diminuição da sensibilidade dos tecidos à insulina. Estes diabéticos são geralmente obesos (+ 90%).Defeito das
células beta do pâncreas: prejuízo da capacidade de secretar insulina. Estes diabéticos podem ser magros. Maior incidência após 40 anos. Causas especificas são desconhecidas
Apresentam fatores de risco:
· obesidade,
· idade avançada
· sedentarismo
· hipertensão
· fator genético
Sinais e Sintomas:
· Poliuria
· Polidipsia - Boca seca
· Polifagia
· Emagrecimento rápido
· Fraqueza - Astenia - Letargia
· Prurido vulvar
· Redução rápida da acuidade visual
Complicações Crônicas:
· Doença Arterial Periférica
· Retinopatia (proliferativa e não proliferativa)
· Nefropatia
· Neuropatia periférica
· Neuropatia autonômica

Hanseníase:

Sua transmissão hoje pode ser classificada como moderada.O Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase, visa alcançar a eliminação da doença como um problema de saúde pública atingindo a taxa de prevalência de menos 1 doente a cada 10.000 habitantes, para tanto o PHSN, tem como eixo principal a descentralização das ações de controle da doença , ampliando o acesso dos portadores ao diagnóstico precoce e ao tratamento.

HANSENÍASE
Doença crônica granulamatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae.
Modo de transmissão- A principal via de eliminação dos bacilos é a aérea superior, sendo que o trato respiratório é a mais provável via de entrada do Mycobacterium leprae no corpo. Período de incubação; em média, de dois a sete anos. Há referência a períodos mais curtos, de sete meses, como também de mais de dez anos.
Período de transmissibilidade
Os doentes paucibacilares (indeterminados e tuberculóides) não são considerados importantes como fonte de transmissão da doença, devido à baixa carga bacilar. Os pacientes multibacilares, no entanto, constituem o grupo contagiante, assim se mantendo enquanto não se iniciar o tratamento específico.
Susceptibilidade e imunidade
Sinais e sintomas:

Áreas de hipo ou anestesia, parestesias, manchas hipocrômicas e/ou eritemohipocrômicas, com ou diminuição da sudorese' e rarefação de· ·pêlos. Baciloscopia Negativa:
Paucibacilar (PB).
Tratamento:
Poliquimioterapia (PQT), que é composto por dois ou três medicamentos:
Paucibacilar (PQT-PB) com dapsona e rifampicina; seis meses
Multibacilar (PQT-MB), com dapsona, rifampicina e clofazimina. O tratamento compreende 12 doses em até 18 meses.

Tuberculose:

O Ministério da Saúde definiu a Tuberculose como prioridade entre as Políticas Governamentais de Saúde,
estabelecendo diretrizes para as ações e fixando metas para o alcance de seus objetivos. As ações para o
controle da tuberculose no Brasil têm como meta diagnosticar pelo menos 90% dos casos esperados e
curar pelo menos 85% dos casos diagnosticados.
Para alcançar esta meta o Plano Nacional de Controle da Tuberculose orienta as ações de controle da doença,
objetivando que os doentes sejam diagnosticados e tratados conforme os protocolos terapêuticos preconizados pela OMS e Ministério da Saúde.
A tuberculose é uma doença grave, porém curável em praticamente 100% dos casos novos, desde que o esquema terapêutico seja rigorosamente cumprido. A associação medicamentosa adequada, doses corretas, uso no tempo preconizado nos protocolos, são meios para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento de resistência às drogas, assegurando assim a cura do paciente e evitando novas contaminações.

TUBERCULOSE PULMONAR

É uma infecção causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido por bacilo de Koch. pega-se a doença pelo ar contaminado eliminado pelo indivíduo com a tuberculose nos pulmões. Se o sistema de defesa do organismo estiver com uma boa vigilância, na maioria dos casos, a bactéria não causará doença, ficará sem atividade (período latente). Se, em algum momento da vida, este sistema de defesa diminuir, a bactéria que estava no período latente poderá entrar em atividade e vir a causar doença. Mas, também há a possibilidade da pessoa adquirir a doença no primeiro contato com o germe.
Que fatores facilitam o surgimento da doença?
Morar em região de grande prevalência da doença;
Ser profissional da área da saúde;
Confinamento em asilos, presídios, manicômios ou
quartéis;
Ser negro – a raça negra parece ser mais suscetível à
infecção pelo bacilo da tuberculose;
Predisposição genética;
Idade avançada;
Desnutrição;
Alcoolismo;
Uso de drogas ilícitas;
Uso crônico de medicações como os que transplantados de órgãos usam, como corticóides ou outras que também diminuam a defesa do organismo; Doenças como SIDA, diabete, insuficiência crônica dos rins, silicose (doença crônica pulmonar) ou tumores.
Tuberculose e AIDS
Desde o seu surgimento no início da década de 80, o vírus da Síndrome da Imunodeficiência Humana (HIV) tornou-se um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da tuberculose nas pessoas infectadas (“portadoras”) pelo Mycobacterium tuberculosis. A chance do indivíduo infectado pelo HIV adoecer de tuberculose é de aproximadamente 10% ao ano, enquanto que no indivíduo imunocompetente é de 10% ao longo de toda a sua vida.
Diagnostico:
O diagnóstico presuntivo é feito baseado nos sinais e sintomas relatados pelo paciente, associados a uma radiografia do tórax. Já o diagnóstico de certeza é feito através da coleta de secreção do pulmão.
O tratamento inicial (preferencial), chama-se RHZ e inclui três medicações: rifampicina(R), isoniazida(H) e
pirazinamida(Z). É muito eficaz. A cura usando o esquema RHZ por 6 meses.

Comentários

  • dantaspm

    Excelente resumo do assunto.Fiquei satisfeita.

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